Feminismo Contemporâneo
Dando prosseguimento às comemorações da Semana da Mulher (Quê? Virou uma semana, agora? É o que eu tenho visto em propagandas de farmácias que anunciam promoção de pílulas anticoncepcionais... não me culpem....), vou publicar um texto machista. Ao menos eu penso ser de uma idéia um tanto machista... há quem atribua nele feminismo... odeio classificações ideológicas!
Alguns já o leram, uma vez que foi escrito quando a SK era veiculada via e-mail aos amigos. A vocês, desculpa pelo repeteco.
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Há algum tempo, ao assistir um desses shows de auditório dominicais (não, eu não estava passando na frente do quarto da minha empregada), deparei-me com a seguinte cena: alguns desses característicos recém-galãs, ou almejantes ao posto, dançavam rebolativamente enquanto, na platéia, aos gritos histéricos, assistiam algumas adolescentes e outras nem tão adolescentes (identifiquei, até, a presença de algumas senhoras).
Mas, não eram os mesmos gritos histéricos de fãs. Eram gritos de excitação explícita. Quanto mais lascivos eram os movimentos dos galãs, mais ensurdecedores os gritos.
Passei a questionar: será que aquela legião de mulheres estaria realmente excitada? A mera visão dos bonitões rebolativos do palco as teria atingido de tal maneira a preparar-lhes para o ato sexual?
Posso estar enganada, mas, duvido muito.
Correndo o risco de cair na generalidade, penso que a mulher, ao contrário do homem, não sofre o impacto dos estímulos visuais de tal maneira.
A imagem de corpos masculinos musculosos e lubrificados podem, sim, atrair olhares de interesse, mas não chegam a excitar a mulher fisiologicamente.
Às vezes, uma esbarrada de braço é mais eficientes nesse aspecto. Ou será que sou uma mulher tão atípica?
A conclusão a que chego é que a mulher atual não sabe lidar com as liberdades proporcionadas pela revolução feminista. Ao meu ver, o movimento está sendo desvirtuado por trilhas nunca sonhadas por Simone de Beauvoir.
As mulheres, ao contrário de aproveitar a chance histórica de chegar ao nível masculino, invertem a idéia. Ao contrário de escalarem, rumo ao patamar masculino, trouxeram os homens ao patamar inferior de objeto sexual.
A minha idéia de feminismo tem a ver com liberdade. Está relacionada com a chance de estabelecer a própria escala de valores, de decidir que caminhos seguir e de, inclusive, defender-se da condição de objeto sexual, mas não com a idéia vingativa de dar o troco.
Não posso conceber a idéia de que devemos olhar os homens como instrumentos de satisfação à nossa disposição, reprodutores, objetos sexuais, apenas pelo fato de termos sido assim vistas por tanto tempo.
Pelo contrário, o pensamento feminista atual deve estar relacionado com a própria descoberta do homem e da sua essência. Falo da descoberta do homem amigo, do homem confidente, do homem divertido, do homem amante, do homem criativo, do homem profissional, do homem livre. E, com tal descoberta, poderemos tomar-lhes emprestado essas personalidades preciosas e fascinantes.
A idéia não pode estar na sub-valorização do homem. A idéia é a valorização do homem, para que, por enxergá-los devidamente, possamos dar-nos o mesmo valor. Afinal, temos liberdade para tanto.
Uma grande amiga (na minha concepção, uma verdadeira feminista) indicou-me um livro, com a promessa (cumprida) que eu não conseguiria larga-lo antes de terminar. Trata-se da obra “Divã” (aconselho), escrito por Martha Medeiros.
Em um de seus capítulos, estabelece-se, exatamente, a discussão sobre o que seria uma mulher verdadeira moderna.
A mulher moderna, segundo a obra, não é aquela presa a clichês, superficialidades e lugares-comuns.
Tampouco pode ser moderna, a mulher que, para nivelar-se ao homem, procura nela instintos que não lhe são naturais, nem a que expressa pra quem quiser ouvir a sua liberdade sexual e o seu tesão por qualquer objeto sexual (ainda mais quando esse tesão não existe de verdade).
A mulher verdadeiramente moderna é aquela que desfruta da sua liberdade, mas não divulga ao mundo. É a que ouve suas reais vontades, sejam vontades de fidelidade, sexo casual, virgindade, ou qualquer rumo dado por sua escala de valores. É ela quem estabelece a sua escala de valores.
A mulher realmente feminista é a que sabe valorizar os homens e reconhecer neles diferenças e modelos a serem acolhidos ou repelidos, quando for o caso.
A mulher moderna e livre é a que, inclusive, berra histérica e excitada ao ver um homem rebolativo sobre o palco, isso quando realmente excitada, e não quando quer adequar-se a um conceito de modernidade superficial.
Afinal, berrar histérica e parecendo excitada para manter uma aparência de modernidade é tão retrógrado quanto sentir-se na obrigação de fingir um orgasmo.
Alguns já o leram, uma vez que foi escrito quando a SK era veiculada via e-mail aos amigos. A vocês, desculpa pelo repeteco.
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Há algum tempo, ao assistir um desses shows de auditório dominicais (não, eu não estava passando na frente do quarto da minha empregada), deparei-me com a seguinte cena: alguns desses característicos recém-galãs, ou almejantes ao posto, dançavam rebolativamente enquanto, na platéia, aos gritos histéricos, assistiam algumas adolescentes e outras nem tão adolescentes (identifiquei, até, a presença de algumas senhoras).
Mas, não eram os mesmos gritos histéricos de fãs. Eram gritos de excitação explícita. Quanto mais lascivos eram os movimentos dos galãs, mais ensurdecedores os gritos.
Passei a questionar: será que aquela legião de mulheres estaria realmente excitada? A mera visão dos bonitões rebolativos do palco as teria atingido de tal maneira a preparar-lhes para o ato sexual?
Posso estar enganada, mas, duvido muito.
Correndo o risco de cair na generalidade, penso que a mulher, ao contrário do homem, não sofre o impacto dos estímulos visuais de tal maneira.
A imagem de corpos masculinos musculosos e lubrificados podem, sim, atrair olhares de interesse, mas não chegam a excitar a mulher fisiologicamente.
Às vezes, uma esbarrada de braço é mais eficientes nesse aspecto. Ou será que sou uma mulher tão atípica?
A conclusão a que chego é que a mulher atual não sabe lidar com as liberdades proporcionadas pela revolução feminista. Ao meu ver, o movimento está sendo desvirtuado por trilhas nunca sonhadas por Simone de Beauvoir.
As mulheres, ao contrário de aproveitar a chance histórica de chegar ao nível masculino, invertem a idéia. Ao contrário de escalarem, rumo ao patamar masculino, trouxeram os homens ao patamar inferior de objeto sexual.
A minha idéia de feminismo tem a ver com liberdade. Está relacionada com a chance de estabelecer a própria escala de valores, de decidir que caminhos seguir e de, inclusive, defender-se da condição de objeto sexual, mas não com a idéia vingativa de dar o troco.
Não posso conceber a idéia de que devemos olhar os homens como instrumentos de satisfação à nossa disposição, reprodutores, objetos sexuais, apenas pelo fato de termos sido assim vistas por tanto tempo.
Pelo contrário, o pensamento feminista atual deve estar relacionado com a própria descoberta do homem e da sua essência. Falo da descoberta do homem amigo, do homem confidente, do homem divertido, do homem amante, do homem criativo, do homem profissional, do homem livre. E, com tal descoberta, poderemos tomar-lhes emprestado essas personalidades preciosas e fascinantes.
A idéia não pode estar na sub-valorização do homem. A idéia é a valorização do homem, para que, por enxergá-los devidamente, possamos dar-nos o mesmo valor. Afinal, temos liberdade para tanto.
Uma grande amiga (na minha concepção, uma verdadeira feminista) indicou-me um livro, com a promessa (cumprida) que eu não conseguiria larga-lo antes de terminar. Trata-se da obra “Divã” (aconselho), escrito por Martha Medeiros.
Em um de seus capítulos, estabelece-se, exatamente, a discussão sobre o que seria uma mulher verdadeira moderna.
A mulher moderna, segundo a obra, não é aquela presa a clichês, superficialidades e lugares-comuns.
Tampouco pode ser moderna, a mulher que, para nivelar-se ao homem, procura nela instintos que não lhe são naturais, nem a que expressa pra quem quiser ouvir a sua liberdade sexual e o seu tesão por qualquer objeto sexual (ainda mais quando esse tesão não existe de verdade).
A mulher verdadeiramente moderna é aquela que desfruta da sua liberdade, mas não divulga ao mundo. É a que ouve suas reais vontades, sejam vontades de fidelidade, sexo casual, virgindade, ou qualquer rumo dado por sua escala de valores. É ela quem estabelece a sua escala de valores.
A mulher realmente feminista é a que sabe valorizar os homens e reconhecer neles diferenças e modelos a serem acolhidos ou repelidos, quando for o caso.
A mulher moderna e livre é a que, inclusive, berra histérica e excitada ao ver um homem rebolativo sobre o palco, isso quando realmente excitada, e não quando quer adequar-se a um conceito de modernidade superficial.
Afinal, berrar histérica e parecendo excitada para manter uma aparência de modernidade é tão retrógrado quanto sentir-se na obrigação de fingir um orgasmo.

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